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Fetracom e Força Sindical MS estão na luta contra ameaças aos trabalhadores

26.07.2016 16:39 horas


Numa demonstração de unidade na defesa do emprego e pela garantia dos direitos dos trabalhadores, as seis centrais sindicais, Força Sindical, CSB, CTB, CUT, NCST e UGT estão reunidas nesta terça-feira em São Paulo na Assembleia Nacional dos Trabalhadores pelo Emprego e Garantia dos Direitos. Membros da Força Sindical de Mato Grosso do Sul também participam desse momento histórico e de tensão diante de questões ameaçadoras como de forças conservadoras do país que defendem, por exemplo, jornada de 80 horas semanais.
“Nós que defendemos a redução de 44 para 40 horas semanais como forma de valorizar o trabalhador brasileiro e o fortalecimento dele junto à sua família, nos deparamos com absurdos dessa natureza. Uma afronta ao povo brasileiro”, afirmou Idelmar da Mota Lima, que juntamente com Adauto Cândido de Almeida e Pedro Lima, presidente da Fetracom/MS e membros da Força em MS, estão participando da assembleia no Espaço Hakka, em São Paulo, juntamente com centenas de sindicalistas de todo Brasil.
Pedro Lima, que preside a Federação dos Trabalhadores no Comércio e Serviços de Mato Grosso do Sul (Fetracom), filiada à Força MS, disse que a jornada de 80 horas semanais nada mais é que um retorno à escravidão no Brasil. “Isso é um absurdo. Precisamos diminuir e não aumentar o tempo de trabalho de nossos profissionais, para que tenham mais tempo com a família e com sua formação e aperfeiçoamento profissional”, argumentou.
“Hoje vivemos uma situação de calamidade, com doze milhões de desempregados. Não bastasse esta grave situação, existe uma forte tentativa de desmonte das políticas de inclusão social que estão na Constituição de 1988, e de outras conquistadas anteriormente, com muita luta, pelos trabalhadores, como a aposentadoria por tempo de contribuição”, declara Paulo Pereira da Silva, Paulinho, presidente da Força Sindical. “Os trabalhadores só vencerão esta luta unidos, e esta assembleia que estamos realizando hoje é apenas o primeiro passo”, completa Paulinho.
“Vamos lutar para que sejam criadas no País condições para a volta do crescimento econômico. Só com uma economia saudável será possível entrarmos num círculo virtuoso de conquista de salários dignos, aumento do consumo e, consequentemente, da produção e das vendas, além da criação de mais empregos de qualidade”, declara João Carlos Gonçalves, Juruna, secretário-geral da Força.
“Queremos alertar, ainda, as forças retrógradas deste País que a queda da participação dos salários na renda nacional, e o aumento de horas trabalhadas, defendido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), pode parecer um ganho para as empresas. No entanto, este período de escuridão deve ficar no passado. Hoje, no mundo moderno, graças às novas tecnologias, sairão ganhando os países que proporcionarem melhor qualidade de vida à população, na qual se incluem salários dignos e políticas sociais”, observa Juruna.


Propostas das Centrais
* Redução da taxa de juros que viabilize a retomada do
crescimento industrial;
* Redução da jornada para 40 horas semanais, sem redução de salários;
* Retomada do investimento público e privado em infraestrutura produtiva, social e urbana, ampliando os instrumentos para financiá-la;
* Retomada e ampliação dos investimentos no setor de energia (petróleo, gás e fontes alternativas renováveis, em especial a Petrobrás);
* Destravamento do setor de construção, para garantir a manutenção das atividades produtivas e dos empregos nas empresas do setor;
* Criação de condições para o aumento e a manutenção da produção e das exportações da indústria de transformação;
* Adoção e aprofundamento de políticas que deem sustentação ao setor produtivo, com contrapartidas sociais e ambientais;
* Incentivos às políticas de fortalecimento do mercado interno para incrementar os níveis de produção, consumo, emprego, renda e inclusão social.

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